“Qual é o seu problema?”
“A boca do Ian Somerhalder tá muito longe da minha.”
A privacidade no tempo do Facebook

É um absurdo o que eu tenho que ler diariamente no Facebook. Afora os clichês de menininhas chorando pelo “amor da sua vida” e garotas com reputação duvidosa postando frases de amor ou lições de moral e ética, temos aquelas pessoas que anunciam até (ou quase) sua atividade intestinal na rede social. Não está faltando muito para alguém postar: Nossa, que prisão de ventre! Vou tomar um laxante!
Ao mesmo tempo em que a internet nos permitiu o acesso a notícias interessantíssimas, também facilitou o compartilhamento de novidades fúteis ou completamente inúteis. Diga-me: Que me importa se você está partindo para a academia/escola/faculdade/diabo que te carregue?
Pelo amor de Deus! Privacidade ainda se usa! Aliás, ainda é necessária: algumas coisas não precisam ser postadas/curtidas/compartilhadas. Depois me perguntam por que quase não entro mais no Facebook. Preciso responder? A quantidade de futilidade que eu leio lá me dá vontade de cortar a internet da minha vida. É quando começa a preguiça de conhecer pessoas novas, quando as que estão na sua vida não têm mais nada de interessante a acrescentar.
Sou da geração dos blogs, fotologs e afins, mas isso não significa abrir mão de alguns segredinhos, coisas que só quem participa da minha vida offline sabe e que não vou postar por aí. Sou a favor de um avaliador de posts no Facebook que diga: Você tem CERTEZA de que vai postar essa imbecilidade?
Foi isso o que aconteceu: Nossa geração se tornou estúpida. Os Titãs cantaram: A televisão me deixou burro, muito burro demais. É correto afirmar que o Facebook e a facilidade de expor opiniões irrelevantes me deixou fútil, muito fútil demais?
Quer um conselho? Se você não tem nada de interessante a dizer, vá ler um livro.
Levanta a cabeça, bobinha, e vê que depois da tempestade vem o sol e que desses dois parceiros improváveis vem um belíssimo arco-íris pra celebrar a vida!
Ele acreditou, e talvez isso tenha doído mais que tudo. Duvidar do meu amor assim, achar que foi fogo de palha ou brincadeira de criança. Você nunca deu uma chance a “nós”, só queria que fosse “eu e você”…
Doeu, é verdade. Tanta preocupação pesa o coração. E eu aprendi que é esse mais que estraga, mas também o que pode melhorar: aprendi a me amar mais, me aceitar mais, falar mais e ouvir mais também. A amar mais, a respeitar mais e a esperar mais também.
Sem o mais… Não tem graça.
Me ensinaram a não guardar rancor, mas também a não ser enganada a todo momento, pelas mesmas pessoas.
Fui ensinada a praticar o bem, e a não insistir quando alguém não quer ser ajudado, disso a Vida cuida.
O mais importante é que a vida me ensinou a amar e ser amada de volta, e, se o amor não voltar, é porque na verdade ele nunca foi.